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Quais
os sintomas do diabetes?
Os sintomas incluem sede excessiva, micção freqüente,
perda de peso, de força e de energia. Ocasionalmente, o
primeiro sinal evidente pode ser o início do estado de coma
(perda da consciência), porque a doença progrediu
a um estágio avançado sem ser reconhecida. Mas, a
doença também pode ser constatada por acaso, através
de um exame rotineiro de urina ou de sangue que indique a presença
de açúcar na urina ou aumento da taxa de glicose.
Qual
é a causa do diabetes?
A quantidade insuficiente de insulina secretada pelo pâncreas.
Contudo, há muitos outros fatores metabólicos complexos,
envolvendo um desequilíbrio entre as várias glândulas
endócrinas. Pesquisas recentes sugerem que muitos diabéticos
têm sua insulina anormalmente ligada a outras proteínas
na corrente sangüínea, de maneira que se torna inativa.
Que
fatores predispõem ao diabetes?
Embora não se conheça exatamente a causa desse
distúrbio, sabe-se que ocorre com mais freqüência
nas pessoas obesas, nas que tem casos de diabetes na família
e, ainda, nas que sofrem de alguma disfunção do
pâncreas, fígado, supra-renais ou hipófise.
Quem
injeta a insulina?
O próprio paciente. Até crianças pequenas
podem aprender a aplicar insulina em si mesmas.
Todos
os diabéticos precisam tomar insulina?
Depende do tipo da doença. Muitos casos podem ser controlados
só por dietas ou por medicamentos antidiabéticos
de uso oral.
Uma
infecção pode provocar o diabetes?
Não, mais pode agravar, intensificar ou evidenciar a doença.
Apenas um abscesso ou infecção capaz de destruir
grande parte do pâncreas poderia provocar diretamente o
diabetes. Isso, porém,
é muito raro.
Uma
vez iniciado, o tratamento com insulina deve ser mantido
por toda a vida?
Geralmente, sim.
A
dose de insulina se modifica com o passar do tempo?
Sim, pode aumentar ou diminuir.
A
emoção pode causar o diabetes?
Diretamente não, mas sabe-se que o diabetes pode piorar
ou revelar-se nas crises emocionais.
A
ingestão de açúcares ou carboidratos
em excesso pode causar o diabetes?
Não, mas pode agravar e evidenciar uma tendência
latente à doença.
Com
que freqüência os diabéticos devem tomar
insulina?
Em geral, uma ou duas vezes por dia, em quantidades determinadas
pelo médico.
Como
o paciente sabe a dosagem correta que deve tomar?
Através dos resultados dos exames laboratoriais e da consulta
médica periódica.
Como
se pode diagnosticar o diabetes?
Pelo alto teor de glicose encontrado no sangue; pela presença
de açúcar na urina ou pelo tipo de curva característica
do teste de tolerância à glicose.
É
dolorosa a aplicação feita pelo próprio
paciente?
Não, só sente-se a picada da agulha, à
qual o diabético se acostuma em pouco tempo.
Eu
ainda posso ter uma vida sexual normal?
A menos que um homem diabético tenha problemas de impotência,
não há motivos pelos quais a vida sexual possa
ser afetada de alguma maneira e o diabetes não interfere
na fertilidade da mulher. Entretanto, é necessário
enfatizar que o ato sexual é uma atividade vigorosa, podendo
levar a glicose sangüínea a ter uma baixa e precipitar
uma reação hipoglicêmica.
Eu
vou ficar cego ou sofrer de insuficiência renal com
o diabetes?
Como há uma tendência de o diabetes se
manifestar em famílias, muitos pacientes têm uma
experiência direta com parentes ou conhecidos que tiveram
complicações agudas decorrentes do diabetes.
No que diz respeito aos problemas com olhos e rins, somente
uma minoria de pacientes é afetada e os riscos do desenvolvimento
de problemas pode ser reduzido, em grande parte, pelo controle
cuidadoso da glicose sangüínea. Há também
muitos novos tratamentos disponíveis para as complicações
nos olhos e rins, que podem impedir a progressão ou
a deterioração destes órgãos, quando
os problemas são detectados precocemente. Daí a
necessidade permanente de os pacientes diabéticos fazerem
check-ups.
Existem
crianças diabéticas?
Sim, o diabetes pode ocorrer em qualquer idade.
Meus
filhos ficarão diabéticos?
No caso dos pacientes do tipo 1, há um risco pequeno,
mas crescente de que seus filhos sejam afetados. Por razões
desconhecidas, isto será mais provável se o pai
tem diabetes. Se ambos os pais tem diabetes, o risco é ainda
maior. Atualmente, calcula-se que uma criança que tenha
um dos pais com diabetes, o risco é de cerca de cinco
por cento, mas se ambos os pais têm diabetes, o risco
é de quinze por cento. Para o diabetes tipo 2, a situação
não é tão clara. Algumas família
que apresentam um alto risco de transmissão hereditária.
Isto representa uma minoria e para a maioria dos pacientes com
diabetes não pode ser determinado com precisão.
O
diabetes encurta a vida?
Não, se for controlado. Muitos diabéticos até vivem
mais do que pessoas que não têm a doença,
pois consultam o médico com mais freqüência,
têm maior cuidado em evitar infecções e outras
doenças e levam vida mais regrada.
O
diabetes pode afetar o meu emprego?
Isto depende, sobretudo, daquilo que você faz. O principal
fator a considerar, se você está
tomando insulina ou silfonuréias, são as conseqüências
tanto para você quanto para seus colegas, no caso de uma
reação hipoglicêmica. Por este motivo, você deve
considerar, cuidadosamente, se vale a pena ter um emprego que
envolva riscos, tais como trabalhar em locais elevados, como
em andaimes, ou outros perigos, como na polícia ou nos
serviços de ambulâncias. Entretanto, se seu diagnóstico
for feito quando você
já estava empregado em algumas dessas áreas, você pode
continuar quando seu diabetes estiver bem controlado e quando
raramente passar por crises hipoglicêmicas.
É de vital importância que você avise seu
empregador e a seus colegas que você tem diabetes. Pode
ser sumamente embaraçoso e extremamente perigoso para
você e para os outros, se tiver uma reação
hipoglicêmica que não seja reconhecida por alguma
pessoa ou que ninguém saiba o que fazer.
O
diabético pode ter vida longa e saudável?
Sim, desde que siga as indicações do médico
O
diabético pode ter vida normal, sem restrições?
Sim, mas deve lembrar-se de que a atividade física consome
a glicose sangüínea, alterando, portanto sua necessidade
de insulina.
O
que é diabetes mellitus?
Distúrbio metabólico que compromete sobretudo
a capacidade do organismo de utilizar adequadamente a glicose
e outros compostos químicos. Caracteriza-se pela elevada
concentração de glicose no sangue e pelo aparecimento
de glicose na urina.
O
que pode acontecer ao diabético se não cuidar
e não seguir os conselhos médicos?
Pode apresentar graves infecções graves, que podem
levar à perda de um membro ou até
mesmo à morte; pode chegar à acidose (estado patológico
que se evidencia pela presença de acetona na urina e indica
que o diabetes não está controlado), ao estado
de coma e à
morte.
Os
medicamentos de uso oral podem controlar o diabetes?
Sim, mas não substituem a insulina na diabetes tipo
1. Esses remédios são eficazes nos casos de diabetes
que ocorrem em pessoas com mais de 40 anos de idade. |
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Perguntas
e respostas sobre diabetes insípido
O
que é diabetes insipidus?
O quadro clínico provocado pela hipoatividade da hipófise posterior
e do tecido nervoso adjacente. Conduz a uma grave reação em
cadeia que leva à perda de controle dos rins sobre a quantidade de água
eliminada.
Qual é o
sintoma característico do diabetes insipidus?
Desde que os rins eliminam grandes quantidades de água, o paciente
deve beber incessantemente para manter o organismo hidratado.
O
diabetes insipidus pode ser curado?
Pode ser controlado. existem extratos potentes do hormônio hipofisário
posterior (hormônio antidiurético) que podem ser administrados
ao paciente. Mas o distúrbio não é curável e
o paciente deve continuar o tratamento pelo resto da vida.
Existe
alguma relação entre o diabetes insipidus e o diabetes
mellitus?
Não.
Perguntas
formuladas pelo Jornal Bom Dia e respondidas pela Dra. Sandra Roberta
Gouvea Ferreira
Como
prevenir problemas durante a gravidez?
A melhor forma de prevenir problemas é a gravidez programada. Dois
aspectos devem ser considerados: o primeiro se refere ao controle da glicemia,
o outro, a avaliação das conseqüências que o diabetes
já
possa ter causado. É importante fazer a avaliação da
retina (olhos), do coração, dos rins para que possam ser detectadas
possíveis complicações do diabetes, que podem piorar
durante a gravidez. Deve-se também verificar as infecções
urinárias, muito comuns na mulher diabética e que atrapalham
muito a gravidez. Nas mulheres que tomam medicação oral (diabetes
tipo 2), o médico substitui os comprimidos por insulina, uma vez que
alguns desses comprimidos podem causar má formação do
feto. É de extrema importância que o acompanhamento da gestante
seja feito por uma equipe multiprofissional, pois se trata de uma mulher
que precisa de uma série de informações e cuidados especiais.
Quais
são as estatísticas de perda do feto em gestantes com diabetes?
Quando a taxa média de glicose da mãe está acima de
170, cerca de 24% dos fetos morrem. Quando a glicemia está entre 100
e 170, a média cai para 14% e quando é mantida abaixo de 100,
os óbitos intra-uterinos caem para 4%, ficando bem próximo
aos 3% (média de morte intra-uterina entre mulheres sem diabetes).
Uma das grandes pesquisadoras do diabetes, Priscila White, classificou esses
óbitos de acordo com o tepo em que a pessoa é portadora do
diabetes, pois esse fator pode determinar o grau de órgãos
afetados. Assim, outra recomendação importante é que,
quando a mulher já
sabe que tem diabetes, ela deve engravidar o mais cedo possível, por
ser menor o risco de ter os órgãos atingidos.
O que é
o diabetes gestacional?
É aquele que ocorre durante a gravidez em mulheres que não
tinham diabetes. Passada a gravidez, a mulher poderá retornar ao estado
de normalidade da glicemia e isso caracteriza apenas o diabetes gestacional.
Porém, o acontecimento desse tipo de diabetes pode caracterizar a
possibilidade de ela vir a ter diabetes do tipo 1 ou do tipo 2.
Quando a gestante apresenta o diabetes gestacional, é possível
dosar os anticorpos contra a insulina e contra uma substância chamada
GAD. Se esses anticorpos estiverem presentes, é possível que
a gravidez tenha precipitado o surgimento do diabetes tipo 1. Se ela tiver
parentes próximos com diabetes, glicemia muito alta na gravidez, for
obesa e estiver numa faixa etária mais avançada, provavelmente
ela irá
ter diabetes do tipo 2 após o parto ou terá grande probabilidade
de desenvolvê-lo no futuro.
Quais
são as mulheres com maior risco de desenvolver o diabetes gestacional?
Os riscos são maiores nas mulheres que já apresentaram diabetes
em outras gestações, já apresentaram em algum momento
uma taxa alta de glicose que depois se normalizou, tem histórico familiar
de diabetes, história de aborto espontâneo, morte intra-uterina
ou neonatal, bebês que nasceram com mais de 4 kg e de má-formação
congênita. Muitas vezes, o diabetes se estabelece em mulheres que já
tiveram vários filhos, ganharam muito peso, se tornaram hipertensas
e que tiveram pré-eclâmpsia. Quanto mais fatores de risco a
mulher apresentar, maiores serão as probabilidades de desenvolver
diabetes gestacional.
Por
que a maioria dos bebês de mães com diabetes nascem grandes
e alguns pequenos?
O nascimento de bebês grandes é muito comum na mulher com diabetes
que não tem muitas complicações, mas cuja glicemia é
alta. Sabe-se que depois do fator genético determinante, a insulina é
o maior fator de crescimento do feto. Se não houver um bom controle
da glicose da mãe, ela passará mais glicose para o feto e como
ele não tem diabetes, o seu pâncreas produzirá mais insulina,
causando um maior crescimento. Por outro lado, se a gestante apresenta problemas
circulatórios, cardíacos, na retina ou nos rins, o seu sangue
não passará adequadamente para a placenta, os nutrientes não
chegarão bem ao bebé e, conseqüentemente, isso afetará
o seu desenvolvimento e ele permanecerá pequeno.
Por
que geralmente os bebês de mães com diabetes nascem com
hipoglicemia?
Quando a gestante diabética passa por várias situações
de hiperglicemia (excesso de glicose no sangue), principalmente no final
da gravidez, o pâncreas do bebê produz mais insulina para metabolizar
essa quantidade maior de glicose que estará recebendo no útero
materno. Ao nascer, essa criança fica com hiperinsulinemia (excesso
de insulina no sangue), pois deixa de receber a glicose da mãe e tem
excesso de insulina circulante. Em conseqüência disso, entra em
hipoglicemia (pouco açúcar no sangue), necessitando de cuidados
médicos imediatos.
Sendo
a mãe portadora de diabetes, o bebê poderá nascer
diabético?
Essa é uma pergunta muito freqüente entre as gestantes diabéticas.
A resposta é não, a criança não nasce com diabetes.
No entanto, com o tempo, a possibilidade desse filho desenvolver diabetes
vai aumentando, principalmente após os 30 anos de idade, se for obeso
e se houver outros parentes com diabetes na família.
O aleitamento
materno é recomendável?
O aleitamento deve ser estimulado, tendo a mulher diabetes ou não,
isso não influi.
Qual
a importância do pré-natal para uma gestação
saudável?
Pré-natal é o nome dado às consultas e exames que toda
gestante deve fazer durante a gravidez. O objetivo do pré-natal é
acompanhar a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê durante
esse período. As gestantes com diabetes devem ter consultas e realizar
exames com mais freqüência do que as demais. É muito importante
manter o diabetes bem controlado durante toda a gravidez. Lembre-se de que
muitos problemas podem ser evitados se o pré-natal for feito e se
as gestantes tiverem acesso ao tratamento com uma equipe multiprofissional.
Quais
são os riscos na gravidez para a mulher com diabetes tipo 1, tipo
2 e gestacional?
A gravidez provoca grandes mudanças hormonais no corpo da mulher,
o que dificulta o controle do diabetes. Nos primeiros meses, os enjôos
e vômitos podem provocar hipoglicemia, às vezes graves, com
desmaios e convulsões. Do 4º. ao 6º. mês, geralmente
a gestante não apresenta problemas. A partir do 6º. ao 7º.
mês, a placenta começa produzir grandes quantidades de hormônios
que aumentam a glicemia, portanto,
é necessário acompanhamento médico rigoroso para realizar
os ajustes necessários no tratamento, como por exemplo, aumento nas
doses de insulina.
Tomar
insulina prejudica o bebê?
Não, a insulina é um hormônio natural perfeitamente seguro
para o feto. O que prejudica o bebê é o excesso de glicose.
A insulina circula apenas no sangue da mãe, não chegando ao
sangue do feto. Isso porque a insulina possui partículas grandes demais
para passar pela placenta. A placenta é como uma peneira com os furos
bem estreitos que só permitem a entrada de partículas pequenas.
A glicose é
uma dessas partículas minúsculas e ela passa livremente da
mãe para o feto.
Quais
os riscos para o bebê quando a mãe tem diabetes?
Isso depende do controle da glicemia da mãe. O ideal é que
a glicemia em jejum fique entre 80-100mg/dl e nos outros horários,
até 120mg/dl. As mulheres que engravidam com a glicemia bem controlada
e mantêm esses valores até o fim, geralmente terão crianças
saudáveis e normais.
Infelizmente, aquelas que engravidam com hiperglicemia têm maior risco
de ter abortos espontâneos ou fetos com malformações
no coração, no cérebro, na coluna e nos membros inferiores.
O excesso de glicose na segunda metade da gravidez provoca o acúmulo
de líquido amniótico, crescimento fetal excessivo e atraso
no amadurecimento de vários órgãos. Os bebês de
mães com diabetes mal controlado geralmente nascem gordos mais de
4 kg) e com vários problemas. Muitos possuem problemas respiratórios
e precisam de oxigênio por causa da imaturidade dos pulmões.
Outros têm icterícia (ficam amarelos) porque o fígado
ainda não funciona direito e precisam tomar banhos de luz durante
vários dias. Outra complicação muito freqüente
neles é a hipoglicemia nas primeiras horas de vida. Por todos esses
motivos, esses bebês necessitam de cuidados especiais nos primeiros
dias de vida, as vezes até de UTI. Infelizmente, em decorrência
do descontrole do diabetes da mãe, alguns não resistem. Por
isso,
é muito importante o bom controle glicêmico.
Qual
o tipo de parto mais indicado?
Sempre que possível, o parto recomendado é o normal, pois representa
menores riscos para mãe (infecção ou anestesia) e facilita
a respiração do bebê (seus pulmões são
comprimidos e expulsam o excesso de líquido). Porém, em alguns
casos, poderá
ser melhor uma cesárea (falta de dilatação, antecedente
de cesárea, peso fetal excessivo ou posição inadequada).
Vários fatores individuais serão analisados pelo obstetra no
final da gravidez para decidir o melhor parto para cada gestante.
Futura mamãe: participe ativamente do controle do seu diabetes, assuma
um papel ativo, faça o seu melhor, esforce-se e capriche para que
tudo dê certo.
Posso
perder minha carteira de motorista porque tenho diabetes?
A resposta é não
Principais
dúvidas sobre adolescentes e diabetes
As
transformações do corpo provocadas pelas alterações
hormonais próprias da adolescência alteram os níveis
de glicemia?
A adolescência é uma fase de grandes transformações
físicas e psicológicas, em grande parte decorrente de hormônios
sexuais (estrógenos e andrógenos). Estes podem temporariamente
afetar o controle do diabetes, tornando a glicemia mais instável.
Também contribuem para uma maior instabilidade emocional, típica
dos adolescentes. Sabemos que o estresse freqüente e duradouro tende
a descompensar o diabetes. Uma série de mudanças hormonais
resultam num menor aproveitamento da insulina pelo corpo (resistência
insulínica), o que pode exigir aumento das doses diárias.
Por isso tudo, é evidente que nesta fase da vida o monitoramento
da glicemia ("ponta de dedo") se torna ainda mais importante
para vencermos as barreiras que dificultam a estabilidade glicêmica.
Início
da menstruação: o que isso representa para a garota e como
pode influenciar na glicemia? Qual o risco de engravidar nessa fase?
Menstruar significa que o útero da garota se preparou para uma possível
gravidez que não ocorreu. Na visão mais ampla, significa que
agora
é uma mulher e, se assim desejar, poderá ser gratificada com
a geração de um filho. A cada novo ciclo (geralmente mensal)
as alterações hormonais se repetem, havendo risco de gravidez.
Comumente estes ciclos são irregulares no primeiro ano, dificultando
a previsão do dia da ovulação ("fértil"),
que ocorre no meio do período. É muito importante se ter em
mente que essa irregularidade e imprevisibilidade dos primeiros ciclos podem
resultar em gravidez, indesejável para aquela época da vida. É importantíssimo,
quando do início da atividade sexual, que o ginecologista seja consultado
para indicar o método anticoncepcional mais adequado. Quanto ao controle
do diabetes, algumas garotas, mais instáveis do ponto de vista emocional,
podem piorar sua glicemia nos dias que antecedem e no início da menstruação.
Quando isto se repete constantemente, requer intensificação
do monitoramento da glicemia e ajustes de doses de insulina nestes dias.
O
interesse sexual pelos garotos e garotas: as expectativas podem proporcionar
benefícios ao tratamento?
É evidente que a adolescência, apesar de algumas turbulências
psicológicas e emocionais, tem também uma série de benefícios.
Os jovens têm um "astral" muito bom, que vala pena ser explorado
pelos pais e demais adultos que convivem com eles. O papo sobre o sexo oposto
com toda a certeza virá à tona e, juntamente com isso, a preocupação
com a aparência física. Os jovens sentem-se estimulados a se
exercitar, o que, além de fazer muito bem à saúde física
e psicológica, atrai o sexo oposto. É da natureza humana tentar
achar seu companheiro e companheira para enfrentar os muitos anos de vida
que terão pela frente. Assim, estas idéias devem ser usadas
como estímulo para buscar o melhor controle metabólico possível.
Vale a pena alertá-los sobre os hábitos alimentares, que podem
piorar nesta fase, pois comer fora de casa pode se tornar um hábito
freqüente.
O
uso de drogas como o álcool e o cigarro afetam o tratamento do
diabetes?
A atração por experimentar o novo e desafiar o desconhecido é
típico da adolescência, podendo ser muito perigoso. Um diálogo
aberto com seus pais geralmente é capaz de prevenir a manutenção
de maus hábitos, como bebidas alcoólicas e cigarro. O álcool
altera a ação da insulina, e seus efeitos no fígado
predispõem
às hipoglicemias, que podem se tornar muito graves. Apesar de calórico,
o álcool não fornece nutrientes ao corpo, de modo que sua ingestão
desacompanhada de alimentos aumenta a chance de ter hipoglicemia. Se houver
vômitos e perda de consciência, é importante que seja
encaminhado a um médico, pois provavelmente necessitará de
medicamentos injetáveis. Todo mundo sabe dos inconvenientes do cigarro
e fumar está cada vez mais fora de moda. É um dos principais
fatores de risco para a ocorrência de complicações cardiovasculares,
uma grande preocupação em pessoas com diabetes. Para que somarmos à hiperglicemia
o inúmeros malefícios que as substâncias tóxicas
do cigarro trazem para os aparelhos cardiovascular, respiratório,
digestivo, etc? Por tudo isso, é mais interessante praticar esportes
e deixar estes vícios de lado.
A
adolescência é, sem dúvida, um momento crítico
na nossa vida que requer, de todas as partes, (jovens, pais, outros familiares,
profissionais da saúde, etc) uma maior dose de diálogo e
sensatez. Devemos ter em mente que a instabilidade da glicemia, característica
desta fase, decorre de fatos controláveis e não-controláveis.
Vale a pena promover esforços bilaterais para cultivar os aspectos
positivos da adolescência - maior liberdade, autonomia, sexualidade
- sem deixar de estar atento aos seus limites e riscos para a saúde.
O bom controle do diabetes deve ser encarado como o mais importante dos
desafios.
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