Hoje
é dia de festa!
A
satisfação de preparar uma festa é indescritível.
A
confraternização é geral: todos se reúnem para fazer
os enfeites, os quitutes e as surpresas que enlouquecem de felicidade a criançada!
A
criança que tem diabetes também pode ter uma festa cheia de guloseimas,
sem prejudicar sua saúde, desde que a família observe alguns cuidados
mínimos.
É
preciso acabar com a idéia absurda de que a festa da criança diabética
tem que ser completamente diferente das demais festas.
No
caso de festas infantis, ela deve ter balões coloridos, bolo, brigadeiro,
cachorro-quente, refrigerante, palhaços, brincadeiras, surpresas...
A
criança diabética não deixa de ser criança e curte
tudo isso!
A
seguir, algumas orientações para tranqüilizar e ajudar os
pais nos preparativos de uma festa inesquecível.
-
Nunca impeça a criança de ir a uma festa porque tem diabetes.
Esse preconceito precisa ser eliminado da cabeça de todos os pais. A
criança feliz é aquela que vai a todas as festas e sabe monitorar
o diabetes de forma natural;
-
Se o horário da festa coincidir com o horário que habitualmente
ela faz sua refeição, esta poderá ser substituída
no próprio evento. Por exemplo: ela poderá comer sanduíche
ou pizza no lugar da refeição que faria em sua casa;
-
Nem sempre a festa é no horário das principais refeições.
Portanto, a criança deve fazer meia refeição em casa e
meia na festa;
-
Se a criança estiver em tratamento de insulinoterapia intensiva, ou seja,
a aplicação de várias doses de insulina ou fazendo uso
da contagem de carboidratos, os pais precisam saber o quanto ela pode comer.
Devem orientá-la e aplicar a insulina sem que a glicemia se altere muito;
-
Outro ponto importante, especialmente no caso de crianças, é que
em uma festa ela está muito mais interessada em correr e brincar do que
em comer, podendo apresentar hipoglicemia. Por isso, é importante fazer
meia refeição em casa e meia na festa, onde ela poderá
optar pelos diversos alimentos oferecidos.
Lidando
com a Criança diabética
A
integridade física da criança é sua felicidade. Portanto,
é fundamental que pais, educadores, familiares ou responsáveis
pelo cuidado de seu filho tenham em seu poder um relatório a respeito
do diabetes.
As
orientações que devem ser observadas são:
1.
O diabetes tipo 1 é uma das doenças crônicas mais comuns
da infância. Sua causa deve-se à destruição das células
beta do pâncreas pelo sistema imune do organismo, que impede a produção
de insulina, que regula a entrada de glicose nas células. Na sua ausência,
torna-se necessário manter a taxa de glicemia equilibrada com doses diárias
de insulina injetada;
2.
Hiperglicemia (glicemia elevada) - Principais sinais: sede excessiva, vontade
de urniar freqüentemente, perda de peso, cansaço, mau humor, baixa
concentração, queda de rendimento escolar;
3.
Hipoglicemia (glicemia diminuída) - Ocorre quando a criança toma
mais insulina do que precisa, não se alimenta de forma correta, não
come no horário certo e faz exercícios em excesso. Principais
sinais: palidez, sudorese, pulso acelerado, tremor, fome excessiva, dor de cabeça,
irritabilidade, vertigem e sonolência;
4.
A criança deve praticar atividades físicas na escola. O professor
precisa estar ciente do diabetes, respeitando os limites do aluno e estar atento
para reconhecer a hipoglicemia;
5.
Preparar um lanchinho bonito, que chame atenção, para que a criança
não se sinta atraída pela merenda dos colegas;
6.
A professora deve avisar quando forem ocorrer festas e eventos. Assim, será
possível preparam um pratinho de festa com produtos diet;
7.
Prestar atenção quando a criança disser: "Estou com
fome" ou "Estou passando mal" (pode ser hipoglicemia) ou ainda,
quando solicita para ir ao banheiro com freqüência (pode ser hiperglicemia);
8.
O teste de glicemia capilar deve ser uma opção disponível
para ser feita na escola em situações de emergência ou em
situações em que os pais ou médico solicitarem;
9.
Deixar na escola uma tabela com os níveis de glicemia e a orientação
específica sobre o que fazer em situações de hiperglicemia
ou hipoglicemia;
10.
Fornecer uma lista com os telefones de contato do médico e dos responsáveis
pela criança;
11.
Descrever alguma característica própria da criança que
facilite o diagnóstico;
12.
Incentivar a participação da criança em todos os eventos
escolares.
Recomendações e esclarecimentos úteis:
-
O diabetes não representa nenhum impedimento para que a criança
ou o jovem freqüente a escola. É importante que o aluno que tem
diabetes não seja estimulado a receber tratamento distinto de seus colegas,
pois isso poderá levá-lo a se considerar diferente e incapaz de
participar das atividades como os outros jovens;
-
Identifique na escola o coordenador (muitas vezes pode ser o próprio
professor) e informe sobre a condição da criança ou jovem,
as recomendações do seu tratamento e os possíveis problemas
que poderão ocorrer durante o horário escolar. Na maioria das
vezes, os profissionais da escola (diretor, professores, supervisores, cozinheiras
e serventes) conhecem pouco sobre diabetes. Portanto, cabe aos pais e ao aluno
transmitirem informações sobre o assunto;
-
Esclareça o pessoal da escola que para um bom controle do diabetes é
necessário o equilíbrio na relação insulina / alimentação
/ exercício físico / estado emocional. O desequilíbrio
nessa relação pode ser motivado por refeições deficientes
ou fora dos horários rotineiros, exercícios físicos não
programados, excesso de insulina, alterações emocionais importantes
ou doenças intercorrentes. A principal conseqüência desse
desequilíbrio é a ocorrência de hipoglicemia;
-
Explique na escola o que é hipoglicemia, descrevendo como seu filho se
comporta quando o problema ocorre. Ressalte a importância de um lanche
extra neste momento. É importante que o estudante diga a seus amigos
que tem diabetes e que na ocorrência de hipoglicemia, deve ser lhe dado
um lanche extra;
-
Outra dica é solicitar à escola que avise com antecedência
eventuais mudanças no horário e rotina escolar que possam afetar
o bom controle e equilíbrio do tratamento. Tudo o que ocorrer com o aluno
deve ser comunicado o mais rápido possível e para isso, é
preciso manter a escola informada e atualizada com endereços e telefones
para contato em caso de emergência. Da mesma forma, a escola precisa ser
informada com antecedência sobre as datas de consultas e exames marcados
e horário de aula;
-
Todo aluno com diabetes deve participar das aulas de educação
física, respeitando os horários da merenda. Não há
problema que essa atividade seja após o lanche. Porém, se a aula
for muito tempo depois da merenda, é recomendável que o aluno
com diabetes coma alguma coisa antes dos exercícios físicos para
evitar uma hipoglicemia. O professor deve saber como proceder e tratar os casos
de hipoglicemias antes, durante e após as atividades físicas;
Para
finalizar: conversem muito com seus filhos, orientando-os para que não
comam nada escondido, não cometam exageros e que comuniquem qualquer
alteração na rotina, a fim que que possam participar de todas
as atividades e festas na escola, divertindo-se com saúde.
Ter
diabetes e levar uma vida normal é possível também na escola!!
Cuidados
na Volta às Aulas
A
volta às aulas é sempre uma caixinha de surpresas, cheias de novos
desafios, seja para alunos, pais e professores. Já no primeiro dia de
aula, é comum sentir um "friozinho na barriga" diante da expectativa
do desconhecido (novos colegas, novos professores, novas matérias) ou
da emoção no reencontro com os amigos.
Para
as crianças e adolescentes com diabetes são necessários
alguns cuidados especiais a serem tomados pelos pais, a fim de que seus filhos
possam aproveitar o máximo do que a escola proporciona.
A
atuação dos profissionais de saúde na educação
em diabetes e a participação ativa dos portadores de diabetes
e seus familiares neste processo são fundamentais para garantir, através
de orientações corretas e informações atualizadas,
uma vida normal e saudável para as crianças e jovens com diabetes
em fase escolar. Estes estudantes e seus pais devem estar preparados para enfrentar
situações de emergência, discriminação e preconceito.
É
por isso que a criança e o jovem bem orientados sobre o assunto conseguem,
com tranqüilidade e segurança, esclarecer dúvidas ou eventuais
comentários feitos por colegas e até por professores.
Cuidados que o diabético deve ter:
-
Está sentindo stress? Preste atenção! Stress pode aumentar
seu nível de glicose;
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Use sempre seu cartão de identificação mencionando que
você é diabético, para evitar complicações
em caso de emergência ou acidente;
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O diabetes pode prejudicar os minúsculos vasos sangüíneos
dos olhos. Visite um oftalmologista no mínimo uma vez ao ano;
-
Quando ferir-se, limpe bem o local afetado para evitar infecções;
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Enfermidades freqüentes aumentam a glicose. Quando não sentir-se
bem, preste mais atenção ao nível de glicose;
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Aplique insulina e alimente-se nos mesmos horários durante todos os dias;
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Nunca pare de tomar insulina. Somente seu médico poderá avaliar
quando houver necessidade de alteração de dosagens;
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Evite ao máximo os seguintes alimentos com alto teor de gorduras e colesterol:
carnes gordurosas, pele de frango, couro de porco, açúcar refinado,
sal e bebidas alcoólicas;
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Procure comer vegetais ricos em fibras e amidos (crus ou ligeiramente cozidos)
e frutas;
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Tome bastante líquidos (6-8 copos por dia).