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Diabetes
Mellitus
Na
doença chamada diabetes melito registra-se uma grave
alteração do metabolismo dos hidratos de carbono
(açúcares), em conseqüência da produção
e secreção insuficientes de insulina.
Descoberta
em 1921 pelos pesquisadores canadenses Frederick G. Banting
e Charles H. Best, a insulina, hormônio que se encarrega
de reduzir os níveis anormais de glicose no sangue, é sintetizada
na ilhota de Langerhans, situada no pâncreas. A causa
da falência na produção ou no modo de atuação
desse hormônio não
é conhecida, mas estão demonstradas implicações
de caráter genético-hereditário. Também
influenciam o desenvolvimento desse processo patológico
o exercício físico e a qualidade da alimentação.
O
primeiro sintoma que aparece na fase aguda do diabetes melito é o
excesso de glicose no sangue (hiperglicemia), acompanhado quase
sempre do excesso de glicose na urina (glicosúria) e
da eliminação de grandes volumes de urina (poliúria).
Também se padece fome e sede intensa, além de
perda de peso. A sensação de fome vem do aumento
da síntese de glicose a partir dos aminoácidos
ou das proteínas. Outro sintoma é o aparecimento,
no sangue e na urina, de corpos cetônicos resultantes
do incremento do catabolismo (degradação metabólica)
das gorduras nos tecidos, especialmente no fígado.
Diferenciam-se
dois tipos de diabetes melito: o tipo 1 (juvenil) e o tipo
2 (adulto), os quais, contudo, não estão rigidamente
associados à idade. A variedade adulta
é mais benigna e gradual no início. A juvenil é mais
grave e apresenta sintomas mais intensos. Nos casos crônicos,
surgem sintomas secundários como a degeneração
das paredes dos vasos sangüíneos e a cegueira ou
retinopatia diabética.
Se
o diabetes não for devidamente tratado, a acumulação
dos agentes tóxicos originados da alteração
do metabolismo dos hidratos de carbono leva ao coma diabético.
Para
evitar isso, empregam-se tratamentos destinados a manter nos
limites normais o nível de glicose no sangue, o que
impede ou retarda o aparecimento de alterações
vasculares e demais complicações próprias
do diabetes.
Nos
casos agudos, administra-se insulina por via intravenosa, mas
no diabetes de tipo adulto a doença pode ser controlada
mediante a administração de medicamentos que
diminuem os níveis de glicose (hipoglicêmicos).
As quantidades de insulina, se forem muito elevadas, podem
levar ao chamado coma hipoglicêmico, oposto ao diabético,
caso em que se deve administrar glicose ao paciente.
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Bibliografia
Revista
Pediatria Moderna; v.35, n.º 1\2; jan/fev 1999. Sérgio Bricarello
e Liliana Bricarello
Jornal
do Centro BD de Educação em Diabetes; ano XV n.º 57; Fev/Mar/Abril/2000,
São Paulo-SP.
Maria
Luiza Rocha Andrade
Psicóloga - Pós graduada em Sexualidade Humana
Mestre em Educação - Havana - Cuba Instituto Superior Pedagógico
"Enrique José Varona" Professora da PUC-MG
Diabetes
e Emoção
É
perfeitamente compreensível e natural que uma doença crônica
gere ansiedade, infelicidade, insegurança.
Não
seria diferente com o portador de diabetes que pode apresentar estes e outros
sinais como revolta, rebeldia, recusa ao tratamento,irritabilidade,entre outros.Às
vezes os problemas começam no momento do diagnóstico. A pessoa
e a família se desesperam ao saber da existência de uma doença
que, até o momento, não tem cura. Aí começam as
perguntas:
"Por que comigo?" "O que foi que eu fiz para merecer?".
Há
uma tendência em sentir-se pior do que os outros, o único com problemas
e a procurar culpas que não existem, como se o diabetes fosse uma punição.
Isso
evidencia a dificuldade de aceitar-se e de assumir-se perante os outros, com
seus limites, diferenças e cuidados necessários; o que pode traduzir-
se em rebeldia, boicotando o tratamento, não respeitando as orientações
recebidas.
Nessa
fase acontece uma baixa da autoestima e da autoconfiança o que pode ficar
refletido numa possível reclusão, evitação de convívio
social, medo de entrar em contato com suas emoções.
Há
ainda um aspecto importante que deve ser observado que é a possibilidade
de manipulação. A pessoa utiliza-se do fato de ser diabética
para conseguir o que deseja, para requisitar mais atenção da família
ou do parceiro,concessões especiais, etc.
Quanto
mais cedo forem percebidos esses sinais e mais rapidamente tratados, melhor
o resultado no tratamento, tanto no lado psicológico quanto do próprio
diabetes.Gostaria de salientar também a importância do apoio psicológico
não só para a pessoa diabética mas também para seus
familiares que podem ser o "porto seguro", o apoio, a ajuda, o estímulo
para um tratamento bem feito e para o resgate dessa pessoa que se encontra fragilizada.
É
preciso aprender sobre algo, até então desconhecido e sobre seu
tratamento; é preciso saber lidar com as mudanças de hábitos
e com os novos limites para se obter êxito no controle da glicemia e numa
necessária reeducação de seus hábitos, principalmente
alimentares.
A
qualidade de vida do diabético depende de seu controle sobre o diabetes,
evitando as conhecidas e possíveis complicações.
E,
hoje em dia, esse controle pode ser exercido de forma tranqüila, saudável,
agradável e participativa. É importante que todos saibam como
fazê-lo.
Uma
pessoa é muito mais que um diagnóstico de uma doença crônica.
A pessoa do diabético é muito mais do que um portador de diabetes.
É uma pessoa singular, total, plena que precisa e merece ser tratada
como tal.
No
caso de diabetes em criança, os pais ficam ansiosos, inseguros, temerosos
e tendem a superproteger o filho, na tentativa de evitar que algum mal lhe aconteça.
Essa superproteção, no entanto, gera mais insegurança e
dificulta no aprendizado e no reconhecimento de alguns sintomas agudos e comuns
do diabetes, assim como na forma adequada de tratá-los.
A
hipoglicemia, por exemplo, é comum e quanto mais cedo a pessoa aprende
a detectar seu sintoma e a maneira adequada de controla-la menor o risco de
complicações. Não podemos nos esquecer também o
benefício de ajudar que a criança cresça se responsabilizando
por si mesma, cuidando de seu corpo e de sua saúde. A adaptação
da criança depende, em grande medida, da família.
É
preciso ajuda-la a viver bem e a se integrar na família, na escola e
na sociedade.
Prevenindo
o Coma hiperosmolar
Coma hiperosmolar é uma complicação
aguda que acomete diabéticos tipo 2. Muitas pessoas não sabem
que são diabéticas até o surgimento do coma. Os principais
sintomas são: infecção, uso de medicamentos como corticóides,
que causam elevação da glicemia e derrame cerebral.
Urinar em grande quantidade e beber muita água
são os sintomas mais comuns. Com o passar dos dias, a pessoa desidrata,
fica com a consciência alterada, confusa, podendo até entrar em
coma.
Previna-se contra o coma hiperosmolar:
- Quando a pessoa já sabe que é
diabética, deve seguir as orientações médicas com
relação à dieta e uso dos medicamentos;
- Nunca fazer uso de medicamentos sem orientação
médica;
- Ficar atento aos sintomas (urinar muito, beber
muita água, boca seca, sonolência e fadiga). Neste caso, procure
a ajuda de um médico.
- Para evitar as complicações
do diabetes é essencial fazer a monitorização domiciliar
e seguir as recomendações médicas.
Assim, você estará prevenindo a
cetoacidose e o coma hiperosmolar. Previna-se através de exames de glicemia
capilar ("furinho" no dedo) e os prescritos pelo seu médico.
Faça exercícios físicos habituais.
Diabetes
Tipo 2
Embora
não se saiba o que causa o Diabetes Tipo 2, sabe-se que neste caso, o
fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabetes
Tipo 1.
Também
existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo 2, embora a obesidade
não leve, necessariamente ao diabetes.
O
Diabetes Tipo 2 é um distúrbio comum, afetando de 2% à10%
da população.
Todos
os diabéticos tipo 2 produzem insulina quando diagnosticados e, a maioria,
continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas.
O
principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam
altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de
usar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose
presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação
reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".
Os
sintomas do diabetes tipo 2 são menos pronunciados e esta é a
razão para considerar este tipo de diabetes mais "brando" que
o Tipo 1.
O
Diabetes Tipo 2 deve ser levado a sério, embora seus sintomas possam
permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde
do indivíduo.
Causa:
O organismo produz insulina, mas, por um defeito genético as
células são resistentes a sua ação. É como
se não ‘reconhecessem” o hormônio, o que as impede
de aproveitar a glicose.
Pacientes:
Normalmente pessoas acima dos 40 anos, com parentes próximos
que tenham a doença ou estejam acima do peso. O diabetes pode ser acompanhado,
ainda, por pressão alta e aumento dos níveis de colesterol e triglicérides
no sangue. As dosagens de ácido úrico e insulina também
costumam ser nos primeiros tempos da doença.
Sintomas:
É comum não haver sintomas na fase inicial, e a maioria
dos pacientes só descobre a doença ao fazer um teste de glicemia
ou quando surgem as complicações.
Tratamento:
Nesses casos, o controle do diabetes se baseia em uma alimentação
saudável e na prática de exercícios físicos, além
do uso de medicamentos que contribuem para a redução do nível
de açúcar no sangue. Na fase mais avançada, uma parte dos
pacientes pode ter que usar a insulina.
Prevenção:
Apesar dos fatores genéticos, é possível combater
o risco do diabetes tipo 2 levando uma vida saudável. Os médicos
recomendam manter o peso ideal, ter uma alimentação balanceada
e evitar o sedentarismo.
Prevenindo
a Cetoacidose
A
cetoacidose diabética é a complicação aguda mais
grave no diabético tipo 1. Os principais causadores da cetoacidose são:
infecção, parada da aplicação da insulina e uso
de medicamentos como corticóides, que causam elevação da
glicemia.
Urinar
em grande quantidade e beber muita água são os sintomas mais comuns.
Logo depois, dores no abdome, vômitos, desidratação, aumento
da freqüência respiratória e alterações variáveis
no nível de consciência (a pessoa sente-se sonolenta, confusa e
pode até chegar ao estado de coma, se não receber atendimento
urgente).
Siga
sempre as seguintes recomendações (assim você estará
prevenindo a cetoacidose):
-
Tome diariamente a quantidade de insulina prescrita por seu médico;
-
Nunca tome remédio por conta própria. Converse sempre com seu
médico;
-
Quando apresentar sinais de infecção (febre, diarréia,
dor na garganta, tosse com secreção...) procure orientação
médica o mais rápido possível.
Diabetes
Tipo I
No
diabetes tipo 1, ou insulino-dependente, as células do pâncreas
que normalmente produzem insulina, foram destruídas.
Quando
pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue
absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar
fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto.
A
solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da
pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível
produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já
que a insulina é degradada pelo estômago, em uma forma inativa.
Uma
vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver"
as células produtoras de insulina do pâncreas.
O
transplante de uma pâncreas sadio ou, apenas, o transplante de células
produtoras de insulina de um pâncreas sadio já foram tentados,
mas ainda são considerados em estágio experimental.
Portanto,
a dieta correta e o tratamento com a insulina são necessários
por toda a vida de um diabético.
Não
se sabe o quê causa a destruição das células produtoras
de insulina do pâncreas ou porquê do diabetes aparecer em certas
pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem ter o seu
papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado.
Os diabéticos ou as pessoas com diabetes na família, não
devem ter restrições quanto à ter filhos.
Causa:
É a insuficiência de insulina, geralmente causada pela
destruição das células do pâncreas responsáveis
pela destruição do hormônio. Sem a insulina, as células
não conseguem captar e aproveitar a glicose que circula no sangue.
Pacientes:
Normalmente crianças e adolescentes.
Sintomas:
Cansaço, emagrecimento rápido, apesar do aumento do apetite,
muita sede, necessidade de urinar com freqüência e visão turva.
Tratamento:
Injeções de insulina, alimentação saudável
e exercícios físicos.
Prevenção:
Na maioria dos casos, o problema surge sem avisar e após uma
infecção. Um “erro” leva o sistema de defesa do organismo
a atacar as próprias células produtoras de insulina, no pâncreas.
Estatísticas
Nos
próximos 25 anos, o número de diabéticos pode dobrar em
todo o mundo.
Serão 300 milhões de pacientes.
No Brasil, pelo menos 14,670% da população com mais de 40 anos
podem ser diabéticos. Isso significa que 3 milhões, dos quase
20 milhões de brasileiros testados nos centros de saúde de todo
o País, apresentam níveis de glicose no sangue acima do recomendável.
É
esse o resultado da campanha nacional para detectar a doença, realizada
em março pelo Ministério da Saúde.
E lembre-se:
O diabetes é uma doença crônica, e ainda não tem
cura, mas pode ser bem controlado, evitando complicações que minam
a qualidade de vida dos pacientes ou mesmo abreviam sua vida.
Siga as orientações do seu médico. E boa saúde!
Sinais
de diabetes pelo corpo
Como
se trata de doença metabólica, o diabetes provoca alterações
bioquímicas no sangue. Não apenas a taxa de açúcar
é afetada, as mudanças metabólicas atingem o corpo como
um todo. Alteram-se por exemplo, gorduras, ácido úrico, caroteno.
Muitas dessas flutuações resultam em sintomas visíveis.
Os
mais freqüentes são os seguintes:
GRANULOMA
ANULAR - Elevação lisa de certas áreas da pele,
em forma de círculo ou coração, de cor rósea; pode
aparecer como uma única lesão ou várias espalhadas pelo
corpo. Nem sempre é sintoma de diabetes, às vezes aparece sem
causa conhecida.
NECROBIOSIS
LIPOIDICA DIABETICORUM - Manchas amareladas nas canelas, com vasos
aparecendo na superfície. A lesão tem uma aparência de cera
que a torna inconfundível.
INFECÇÕES
DE PELE - São freqüentes em diabéticos e, quando
ocorrem, tendem a ser mais sérias e duradouras do que em pessoas normais.
Isso se deve à redução da resposta imunológica do
organismo, resultante das alterações do metabolismo.
XANTOMAS
- Pequenos caroços amarelos que aparecem no corpo inteiro, particularmente
sobre pálpebras e juntas. Resultam de acúmulo anormal de colesterol.
TOM
DE PELE AMARELO-ALARANJADO - Ocorre principalmente na palma das mãos,
em conseqüências de elevados níveis de caroteno no sangue.
É bom lembrar que a ingestão de alimentos ricos em caroteno (cenoura,
mamão) produz o mesmo efeito em pessoas sadias.
PRURIDO
- Coceira constante e intensa no corpo inteiro. Em mulheres, localiza-se
especialmente na região genital.
PERLECHE
- Irritação e inflamação da pele nos cantos
da boca.
VITILIGO
- Despigmentação da pele. Pode ocorrer em diabéticos,
embora raramente. É mais comum em doenças auto-imunes, pois a
pessoa desenvolve anticorpos contra elementos de seu próprio organismo.
ULCERAÇÃO
NOS PÉS - Uma das mais perigosas conseqüências do
diabetes. A doença pode provocar danos nas artérias que carregam
sangue oxigenado para os tecidos. Essa má irrigação e oxigenação
resulta numa neuropatia, ou alteração dos nervos periféricos
que, assim, perdem a sensibilidade. Ferimentos, então, passam despercebidos
e não cicatrizam. Com o tempo, o quadro pode chegar à gangrena,
requerendo amputação.
PERDA
DE PÊLOS - Ocorre nas partes baixas das pernas, simultaneamente
com declínio da pulsação nas mesmas regiões, conseqüência
dos problemas vasculares apontados no item anterior. Mas, antes de se assustar,
lembre-se: a queda de pêlos nessas áreas resulta, às vezes,
do atrito constante da pele com as pernas da calça, o que afeta as raízes
dos pêlos. É comumente observada em homens, pelo contraste com
locais onde há mais pêlo e, nesse caso, não tem qualquer
vínculo com doenças.
ANIDROSE
- Perda da capacidade de suar. Distúrbio pouco freqüente,
pode estar associado ao diabetes. Provoca ressecamento da pele e dificuldade
de suportar o calor.
ESCLEREDEMA
- Esticamento da pele na face, pescoço e parte superior do tronco,
que ocorre também em conseqüência de infecções.
Causa grande desconforto, por ser acompanhado de inchaço e perda da flexibilidade
- os locais afetados ficam rígidos. Se você notar qualquer alteração
em sua pele, é importante consultar seu médico.
Sintomas
do diabetes - Sede - Desidratação - Apetite excessivo
- Micção excessiva, com grandes quantidades de urina - Infecções
do trato urinário como cistite ou candidíase - Perda de peso -
Cansaço e fadiga - Visão embaçada (borramento de visão),
resultante da desidratação do cristalino dos olhos.
Se
você estiver tendo este conjunto de sintomas, procure um médico
o mais rápido possível, para que ele providencie os exames e cuidados
necessários.
Consequências
Graves
Os
sintomas iniciais do diabetes - sede intensa, cansaço crônico,
sonolência, vontade de comer doce, candidíase vaginal reincidente,
acentuada perda de peso e presença de glicose na urina - costumam surgir
somente depois que a hiperglicemia ultrapassa os 180 mg (diabetes tipo II),
o que pode demorar vários anos. Por isso, cerca de metade dos portadores
não sabem que têm a doença. E quanto mais tarde se diagnostica
o distúrbio, menor a chance de controlar o açúcar no sangue
e evitar suas conseqüências a longo prazo, como retinopatia (alteração
dos vasos sangüíneos irrigadores da retina, o que leva à
cegueira), insuficiência renal, arteriosclerose (obstrução
das artérias que pode levar enfarte, derrame cerebral e gangrenas dos
membros inferiores) e perda de sensibilidade nos pés e nas mãos.
A
melhor forma de se obter um diagnóstico precoce é fazer exames
de sangue para medir o nível de glicemia a cada 2 anos.
Mulheres
que tiveram diabetes durante a gestação - a doença pode
surgir neste período e depois desaparecer - também se incluem
no grupo de risco.
Como
no início da doença a hiperglicemia ocorre apenas após
as refeições, os exames são feitos nesse horário
e também em jejum.
Cuidado!
Você pode ter diabetes!
Se
você tem:
- Histórico familiar de diabetes melllitus;
- Leva vida sedentária;
- Está vários quilos acima do peso ideal;
- Apresenta emagrecimento súbito, fraqueeza, visão dupla, vontade
de urinar, fome e sede intensas, dores fortes nas pernas.
Cuidado!
É hora de fazer um exame de sangue para avaliar o nível de glicose,
um tipo de açúcar proveniente da alimentação diária.
Até recentemente, só era considerado diabético quem apresentasse
mais de 140 mg glicose / 100ml de sangue, mas a Associação Americana
de Diabetes reduziu esse limite para 126 mg. Com isso, muitas pessoas diagnosticadas
anteriormente como normais, passaram a integrar o enorme grupo de portadores
da doença.
A
redução dos números ocorreu porque pessoas com taxa entre
125 mg e 140 mg de glicose no sangue também correm riscos de desenvolver
as complicações derivadas da doença. No Brasil, 7,5% da
população é diabética e, desse universo, 90% tem
o chamado diabetes tipo II, que, diferentemente do tipo I (o juvenil) manifesta-se
em adultos - principalmente obesos acima de 40 anos - e, com uma evolução
lenta e silenciosa, demora para provocar os primeiros sintomas. Em pessoas geneticamente
predispostas, o pâncreas, órgão localizado no abdome, atrás
do estômago, tende a fabricar pouca insulina, hormônio indispensável
ao transporte de glicose do sangue até o interior das células,
onde ela produzirá energia para o organismo. Assim, a glicose permanece
circulante no sangue. O alto nível desse açúcar na corrente
sangüínea é chamado hiperglicemia e define o início
da diabetes.
Se,
além de possuir essa carga genética, a pessoa ainda engordar demais,
as chances de desenvolver o problema multiplicam-se. No obeso, a insulina não
atua corretamente, fazendo com que ele necessite de maior quantidade desse hormônio.