Aos 43 anos, Claudia Jimenez passa por uma excelente fase em sua carreira e prova que veio para ser uma grande estrela do humor. Viveu ao mesmo tempo o personagem feminino Dadá e seu irmão gêmeo Dagmar na novela “As Filhas da Mãe”, a atriz encantou o telespectador com a naturalidade de suas transformações e interpretação.
Além desse trabalho, ela já se prepara para um novo sucesso no teatro. Os ensaios estão adiantados e, mais uma vez, irá arrasar através da versatilidade de seu talento.
A simpatia e o bom humor da atriz são tão espontâneos que é impossível não se sentir à vontade na sua presença.
Claudia tem luz própria que brilha intensamente, mesmo os piores momentos de sua vida. E não foram poucos. Ela venceu o câncer, superou o infarto, convive muito bem com o diabetes e está eliminando a obesidade.
Desde criança Claudia adora desafios. Para ela, os caminhos da realização pessoal e profissional estão na vitória sobre o medo. “O máximo da vida está na vontade de crescer e vencer todos os obstáculos e preconceitos, sem perder a fé em si própria. Os problemas começam quando nos tornamos incapazes de manter o equilíbrio e o bom humor diante dos obstáculos. Cada etapa vencida é renascer com mais garra e amor pela vida”, afirma.
Aprendendo a Conscientizar-se a atriz confessa que sempre foi uma criança e adolescente “formiga”. Adorava qualquer tipo de doce. Apesar de irrequieta não gostava de atividades físicas. “Meu esporte favorito era levantamento de garfo”, brinca. E continua:
“Estava com 18 anos quando foi diagnosticado o diabetes”.
Os primeiros sintomas do diabetes foram: vista embaçada, tontura e necessidade de fazer xixi a toda a hora. Meus pais logo desconfiaram que eu estava com diabetes, pois lidavam com o problema há bastante tempo. Ambos têm diabetes tipo 2.
Demorei muito para aceitar o fato e me conscientizar de que tinha de modificar meus hábitos alimentares e deixar de ser sedentária. O resultado do tempo em que ignorei a dieta, e prossegui avançando nos doces, teve um custo muito alto para a minha saúde. Adorava e adoro comer. As advertências e os avisos de alerta do próprio organismo foram muitos.
Porém, só depois do enfarte aprendi a valorizar a saúde e a vida. Modificar o comportamento, saber lidar com o stress e perder peso não está sendo uma tarefa fácil. Mas estar me sentindo bem e mais bonita é ótimo e um incentivo extraordinário.
Apesar da rebeldia inicial, o diabetes nunca prejudicou minha carreira ou me impediu de fazer algo, em algum momento da minha vida.
A televisão não representa nenhum problema, já que você pode parar as gravações e tem tudo à sua disposição. No teatro é um pouco mais complicado. Se o espetáculo começa às 21 horas, janto mais cedo para evitar uma eventual hipoglicemia. Também costumo deixar na coxia água-de-coco, caso sinta mal-estar.
Hoje, com as novas tecnologias e produtos, está mais fácil controlar e monitorar o diabetes.
Essa máquina de medir a glicose apenas com uma gota de sangue é fantástica, super prática e ajuda muito. Há 25 anos, a coisa era bem diferente e complicada.”
Atitude Heróica Perante a Vida
Os acontecimentos que antecederam ao enfarte e à convalescença, que deu o início a uma nova jornada de vida, tiveram uma enorme influência positiva sobre atriz. “Este período inclui a fase em que me propus a manifestar uma atitude heróica perante a vida, me reeducando em todos os sentidos. Mudar comportamentos aos quais estamos condicionados não é nada fácil, e talvez não conseguisse sozinha.
Assim, me associei a uma nutricionista. Ela prepara meu cardápio, o qual é modificado quinzenalmente. Nesse plano alimentar, tudo é levado em consideração: como cozinhar os alimentos; escolher os temperos; evitar gordura. Ainda não me acostumei totalmente”, porém dá para ir levando.
Quem era sedentária, como eu, participar de uma academia foi a melhor solução para me entusiasmar. Como São Tomé, precisei ver, e ainda testar, para crer que realmente caminhadas e exercícios baixam o teor de glicose no sangue. Meu corpo já está começando a se acostumar com as caminhadas, de 30 minutos diários, que dou na Lagoa Rodrigo de Freitas, aqui no Rio de Janeiro.
No dia que sei que vou abusar, faço dois tempos de exercícios. Claro que o certo é não abusar e estou me preparando psicologicamente para isso. Essa é uma proposta que devo alcançar em breve.
O ideal mesmo é não cometer transgressões, evitar ao máximo o stress e saber dizer não. Nunca fazer o que não é bom para você, só para agradar as pessoas.
A vida é para ser levada com bom-humor. Caso contrário, a gente irá pagar um preço muito alto por ter dito sim, quando queria dizer não”, finaliza Claudia.